Ao Domingo há quem acorde mais tarde, há quem vista o fato de treino e vá às compras ao hipermercado, há quem vá à pesca, há quem não pesque nada, mas dá banho à minhoca, há quem só tome banho ao Domingo, há quem passe o Domingo a tentar dar uma queca, o Domingo é santo, por isso há santas quecas, o Domingo pode ser fantástico e há o Domingástico, um blogue do carástico, senhores leitores.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Estrela que explodiu há 900 anos ainda continua a emitir energia
A Nebulosa de Caranguejo, resultado da explosão de uma estrela em 1054, continua a emitir raios gama cada vez mais intensos. Uma equipa de astrónomos americanos publicou um estudo na Science onde relevam que o pulsar do núcleo da nebulosa supera em muito as previsões dos modelos actuais.
Os raios gama emitidos pela nebulosa atingem uns impressionantes 100 gigas elétron-Volts, ou seja, 100 mil milhões de vezes mais energia que a luz visível.
A Nebulosa de Caranguejo é uma estrela de neutrões em rápida rotação resultado de uma super-nova espectacular há quase mil anos. Enquanto gira, a Nebulosa de Caranguejo emite raios electromagnéticos, como um farol que varre a Terra cerca de 30 vezes por segundo, explica a BBC.
Apesar de ser um elemento de estudo recorrente para especialistas de todo o mundo, a verdade é que a estrela contínua a fascinar os astrónomos. Existe um modelo que regista um limite de quão energéticos os fótons podem ser. Neste estudo publicado recentemente, investigadores revelam que as emissões do pulsar do núcleo da estrela extravasam todas as expectativas.
"Estas energias são muito muito maiores do que tinha sido previamente pensado que podia ser", explicou Nepomuk Otte do Instituto de Partículas Físicas de Santa Cruz, na Califórnia, um dos autores. "Esta é uma mudança radical na imagem que tínhamos sobre os raios gama provenientes do pulsar das nebulosas".
As pesquisas vão prosseguir, de forma a desvendar a razão por detrás deste enigma, diz a BBC. Para isso os investigadores vão realizar mais observações. As imagens agora captadas foram conseguidas pelo telescópio Veritas - Very Energetic Radiation Imaging telescope Array System.
Os raios gama que chegam à Terra são invisíveis a olho nu. No entanto, quando a estrela explodiu, crê-se que o seu brilho foi de tal forma intenso que os antigos chineses e índios registaram o evento.
Em: Boas Notícias
domingo, 25 de setembro de 2011
Abertas as portas para viajar no tempo?
A existência de algo mais rápido que a luz não deveria acontecer de
acordo com a teoria de Einstein que tornou famosa a equação “E=mc2”. No
entanto, o CERN anunciou na quinta-feira uma experiência que defende que
os neutrinos são 60 nanossegundos mais rápidos do que a luz.
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”.
Recuar no tempo
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma acção do passado”.
"O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo", lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde. “Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, "tal como aconteceu na viragem do século passado".
O físico explicou a experiência agora revelada: "Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância". Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Para já apenas um resultado experimental
Os investigadores envolvidos neste projeto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
O
professor José Pedro Mimoso, do Departamento de Física da Universidade
de Lisboa, explicou o "pedido" dos investigadores: um nanossegundo é mil
milhões de vezes mais pequeno que um segundo e por isso tem de se
colocar a hipótese de haver um “erro sistémico” e para isso "basta que haja um detector que não está bem calibrado”.
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. "Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores", lembrou Gaspar Barreiros.
Três sentimentos
E como é que a comunidade científica está a viver o momento? “Há três sentimentos: a perplexidade e o cepticismo, porque a teoria de Einsten já foi muitas vezes confirmada, mas também a excitação perante algo inesperado”, resumiu José pedro Mimoso.
Por enquanto, a velocidade da luz - 299.792 quilómetros por segundo - continua a ser considerada o limite de velocidade cósmica.
Fonte: CiênciaHoje
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”.
Recuar no tempo
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma acção do passado”.
"O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo", lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde. “Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, "tal como aconteceu na viragem do século passado".
O físico explicou a experiência agora revelada: "Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância". Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Para já apenas um resultado experimental
Os investigadores envolvidos neste projeto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
| Neutrinos mais rápidos do que a luz |
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. "Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores", lembrou Gaspar Barreiros.
Três sentimentos
E como é que a comunidade científica está a viver o momento? “Há três sentimentos: a perplexidade e o cepticismo, porque a teoria de Einsten já foi muitas vezes confirmada, mas também a excitação perante algo inesperado”, resumiu José pedro Mimoso.
Por enquanto, a velocidade da luz - 299.792 quilómetros por segundo - continua a ser considerada o limite de velocidade cósmica.
Fonte: CiênciaHoje
Investigação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto revela: Cobre induz envelhecimento celular
Um estudo científico desenvolvido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), publicado na revista científica Age, demonstrou que o cobre pode estar envolvido no processo de envelhecimento celular, agindo sobre as células humanas da mesma forma que outros oxidantes, tais como a radiação UV, por exemplo.

O cobre é um elemento essencial para o bom funcionamento do nosso organismo, estando presente em diversos alimentos, como as ostras, fígado, cacau, nozes, entre outros. No entanto, quando existe em concentrações muito elevadas, ou quando se regista uma desregulação do seu metabolismo, ele associa-se a doenças cerebrais e hepáticas. Aliás, sabe-se que a acumulação de cobre está envolvida no desenvolvimento de patologias associadas à idade, tais como o Alzheimer, por exemplo
Liliana Matos, autora principal deste estudo, refere que durante o envelhecimento há acumulação de vários metais nas células humanas, mesmo quando não existe nenhuma patologia associada. “É por isso que é importante avaliar a influência desses metais no processo de envelhecimento”, salienta a autora.
Assim sendo, no âmbito do seu projecto de doutoramento, a investigadora da FMUP optou por estudar o impacto do ferro e do cobre no envelhecimento celular. Para desenvolver este trabalho, foi essencial utilizar técnicas de indução de senescência (envelhecimento celular) prematura “in vitro”, com o objectivo de verificar se esses metais induzem, por si só, o envelhecimento.
Os trabalhos referentes ao ferro ainda não são conclusivos mas, relativamente ao cobre, ficou comprovada a sua relação directa com o processo de envelhecimento.
A próxima etapa passa por compreender os mecanismos moleculares específicos que levam o cobre a induzir a senescência. Conhecendo esses mecanismos, poder-se-á tentar agir sobre eles, controlando o efeito negativo da acumulação do cobre nas células.
Este trabalho poderá, a longo prazo, ter implicações clínicas relevantes no desenvolvimento de terapias para o Alzheimer e a Doença de Wilson.
Fontes: CiênciaPT.net e Google imagens
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O Vento Mudou
Tu que, como uma punhalada,Em meu coração penetrasteTu que, qual furiosa manadaDe demónios, ardente, ousaste,De meu espírito humilhado,Fazer teu leito e possessão- Infame à qual estou atadoComo o galé ao seu grilhão,Como ao baralho ao jogador,Como à carniça o parasita,Como à garrafa o bebedor- Maldita sejas tu, maldita!Supliquei ao gládio velozQue a liberdade me alcançasse,E ao vento, pérfido algoz,Que a covardia me amparasse.Ai de mim! Com mofa e desdém,Ambos me disseram então:“Digno não és de que ninguémJamais te arranque à escravidão,Imbecil! – se de teu retiroTe libertássemos um dia,Teu beijo ressuscitariaO cadáver de teu vampiro!”Charles Baudelaire – As Flores do Mal – O vampiro
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Cientistas chineses querem desviar Apophis da Terra
Em 2029 o asteróide vai passar a 30 mil quilómetros do nosso planeta
![]() |
| Apophis tem 320 metros de diâmetro e 45 milhões de toneladas |
Detectado em 2004, o asteróide Apophis passará perto da Terra em 2029 embora não represente, segundo os mais recentes cálculos, um perigo iminente. No entanto, num artigo publicado na «Research in Astronomy and Astrophysics», uma equipa de cientistas da Universidade Tsinghua (China) propõe enviar uma sonda para colidir com o asteróide e desviá-lo da sua órbita.
Existe uma remota possibilidade do Apophis atravessar uma região do espaço chamada ‘fenda de ressonância gravitacional’ que mudaria a sua trajectória fazendo com que passasse uma segunda vez muito perto da Terra.
Calcula-se que o Apophis passará pelo nosso planeta a 13 de Abril de 2029. O possível retorno aconteceria em 2036. O pequeno tamanho da fenda de ressonância gravitacional – 600 metros – faz com que seja pouco provável que seja atravessada. Mesmo assim, os investigadores asseguram que é necessário preparar missões que possam ser úteis para resolver futuros problemas.
O modelo proposto pelos cientistas liderados pelo físico Sheng-Ping Gong implica a colocação em órbita de uma pequena nave que iria circular no sentido contrário do asteróide. O funcionamento deste dispositivo, composto por uma vela, seria similar ao de um veleiro, só que em vez de ser empurrado pelo vento, seria impulsionada pela radiação proveniente do Sol.
Os investigadores calculam que uma vela de 10 quilogramas lançada um ano antes poderia alcançar uma velocidade de 90 quilómetros por segundo, suficiente para eliminar a possibilidade de retorno em 2036.
Não é a primeira vez que se planeiam missões para desviar este asteróide de 320 metros de diâmetro e mais de 45 milhões de toneladas. Em 2009, investigadores russos planearam uma missão para deter Apophis cujo potencial destrutivo seria equivalente a dezenas de milhares de bombas atómicas.
Não é a primeira vez que se planeiam missões para desviar este asteróide de 320 metros de diâmetro e mais de 45 milhões de toneladas. Em 2009, investigadores russos planearam uma missão para deter Apophis cujo potencial destrutivo seria equivalente a dezenas de milhares de bombas atómicas.
Fonte: Ciência Hoje
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
SIDA - A Casa dos Números
O que é o HIV? O que é a SIDA? Que está sendo feito para curá-la? Estas perguntas motivaram o cineasta canadiano Brent Leung a fazer uma viagem por todo o mundo, desde os mais conceituados cientistas até ás favelas da África do Sul onde a morte e a doença são a ordem do dia. Neste documentário, ele observa que, apesar da AIDS ter sido notícia de primeira página por mais de 29 anos, ela é mal compreendida. Apesar do grande esforço, tempo e dinheiro gasto, nenhuma cura está à vista.
Nascido em 1980 (no auge da epidemia), Leung revela uma comunidade cientifica em desacordo, e uma política de saúde tragicamente desorientada. Tendo acesso a uma notável variedade das figuras mais proeminentes e influentes no campo, entre eles os co-descobridores do HIV, assessores presidenciais, prémios Nobel, o Director Executivo do UNAIDS, assim como sobreviventes e activistas, verifica que as suas visões restritas produzem surpreendentes revelações e contradições desconcertantes.
A história do HIV / AIDS está sendo reescrita, e este é o primeiro filme a apresentar as opiniões livres de praticamente todos os principais intervenientes , em suas próprias configurações, em suas próprias palavras. Ele abala os fundamentos sobre os quais toda a sabedoria convencional em relação ao HIV / AIDS é baseada. Se, como o Médico sul-africano Pephsile Maseko afirma, "este é o começo de uma guerra ... uma guerra para recuperar a nossa saúde", então "Casa dos Numeros" poderia muito bem ser o pontapé inicial na batalha para trazer a sanidade e a clareza para um epidemia que está claramente distorcida.
Nascido em 1980 (no auge da epidemia), Leung revela uma comunidade cientifica em desacordo, e uma política de saúde tragicamente desorientada. Tendo acesso a uma notável variedade das figuras mais proeminentes e influentes no campo, entre eles os co-descobridores do HIV, assessores presidenciais, prémios Nobel, o Director Executivo do UNAIDS, assim como sobreviventes e activistas, verifica que as suas visões restritas produzem surpreendentes revelações e contradições desconcertantes.
A história do HIV / AIDS está sendo reescrita, e este é o primeiro filme a apresentar as opiniões livres de praticamente todos os principais intervenientes , em suas próprias configurações, em suas próprias palavras. Ele abala os fundamentos sobre os quais toda a sabedoria convencional em relação ao HIV / AIDS é baseada. Se, como o Médico sul-africano Pephsile Maseko afirma, "este é o começo de uma guerra ... uma guerra para recuperar a nossa saúde", então "Casa dos Numeros" poderia muito bem ser o pontapé inicial na batalha para trazer a sanidade e a clareza para um epidemia que está claramente distorcida.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
METÁFORA MATEMÁTICA
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa. "
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa. "
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Como aliás, em qualquer Sociedade.
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